quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para onde caminham os brasileiros...


Já perceberam como tem famoso entrando para a política? E famoso de tudo que é tipo. Agora é assim, estou em baixa, não consigo mais vender CDs vou fazer o que? Vou entrar para a política. Estou sem dinheiro? Vou me candidatar a deputado. E o pior é que eles não querem começar debaixo. Poderiam ao menos começar como vereador, mas NÃO! Por que começar por baixo, né? Eles querem é ir logo para Brasília. Por isso se candidatam a deputado federal.



Na verdade, não sei o que é pior, se é a candidatura deles, ou o povo que ainda acredita em suas propostas. Se já não bastasse termos reeleito para senadores Fernando Collor de Melo (só para lembrar: ele foi o único presidente brasileiro a sofrer IMPEACHMENT) e José Sarney (esse aí que colocou a família inteira para ser sustentada com o nosso dinheiro), não satisfeitos elegemos para deputados Frank Aguiar (o cãozinho do forró) e Clodovil. Esse último coitado virou purpurina e nem pode aproveitar direito o seu mandato.

Aquela tal de Gretchen, coitada, quis alçar voos mais altos e tentou logo à prefeitura de Itamaracá. Mas o que conseguiu na verdade foi 2,85% dos votos, ou seja, 343 pessoas (não sei o que tinham na cabeça) votaram nela.


Mas preparem-se porque a lista pode aumentar em 2010. Para o próximo ano teremos como candidatos a usufruir do dinheiro do povo (nosso dinheiro) de ex-prostitua a ex-jogador falido e endividado. São eles, a fundadora da Daspu, Gabriela Leite (PV), o ex-jogador Edmundo, que se aproximou do PP e o baixinho Romário que filiou-se ao PPS.

Agora é assim, cria-se uma ONG que ganha fama nacional e ganha-se um candidato. Marca-se 1.000 gols na carreira futebolística e ganha-se um possível deputado federal. Desse jeito não sei aonde vamos parar. Não sei aonde o BRASIL vai parar. Mas isso é culpa nossa, que somos BURROS. Sabe por que? Somos BURROS porque não aprendemos com os erros, porque nos acomodamos com o que é errado e nos mantemos inertes enquanto estão fazendo do nosso dinheiro um verdadeiro PLAYGROUND.

É isso aí... Temos mais um ano para pensar e escolher direitinho em quem votarmos. Espero que façamos a coisa certa ou pelo menos não façamos a errada. Pense bem antes de clicar no botão CONFIRMA

domingo, 20 de setembro de 2009

A Sombra do Vento


Há cerca de três meses, li um livro chamado A Sombra do Vento (La Sombra Del Viento), do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón e me encantei. O autor consegue valorizar na mesma obra, tanto o escritor, quanto o leitor.

O livro não é apresentado apenas como objeto, mas também como portal de novos planos e enriquecedor da existência. O escritor é valorizado, mas o escritor real seja ele renomado ou não. Ele deixa de ser apenas um preenchedor de páginas e passa a ampliar o espírito humano.

E por fim, é homenageado o leitor que lê apenas para passar o tempo e aquele que termina um livro, porém esforça-se em conhecer mais a respeito da obra e de quem a escreveu.

A história começa na cidade de Barcelona, em 1945. Daniel Sempere ao completar 11 anos é levado por seu pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos. O local é conhecido por um grupo seleto de pessoas. Se trata de uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax.

Ao chegar em casa, Daniel devora o livro e após a leitura interessa-se em descobrir mais sobre o autor, o primeiro desconhecido e depois misterioso escritor Julián Carax. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.


Em sua busca de início aparentemente inocente, Daniel acaba adentrando os mistérios e segredos mais obscuros de Barcelona, e conhece uma galeria de personagens que vão ajudá-lo a resolver o mistério de Carax. Dom Gustavo Barceló, célebre livreiro barcelonês, seriamente interessado em comprar o exemplar de A Sombra do Vento que Daniel lhe mostra; sua linda sobrinha cega, Clara Barceló, que revela a Daniel os primeiros elementos do mistério que cerca Carax e sua obra e por quem o menino se apaixona perdidamente; Fermín Romero de Torres, mendigo de passado glorioso e aguçado senso de humor que se tornará o maior aliado de Daniel na busca da verdade; Nuria Monfort, mulher triste que guarda em seu apartamento escuro um grande e doloroso segredo; e Javier Fumero, o cruel policial que também parece dedicar a vida a perseguir o fantasma de Julián Carax.

À medida que vai descobrindo mais sobre a vida de Carax, Daniel entende que o mistério de sua obra está de alguma forma relacionada à história de amor entre dois jovens do início do século: o próprio Carax, filho de um modesto chapeleiro, e Penélope Aldaya, filha de uma família da alta sociedade de Barcelona. E enquanto a cidade e seus personagens vão aos poucos lhe revelando os segredos e as conseqüências dessa história de amor do passado, o próprio Daniel também descobre o verdadeiro amor nos braços de Bea, irmã mais velha de seu melhor amigo Tomás Aguilar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Como colocar um ponto final



Há muito tempo venho pensando em como colocar ponto final em minhas histórias. Para alguns pode até parecer besteira, mas para mim isso se tornou quase um tormento. Vou explicar o porquê.


Sou um tipo de pessoa que demoro a me apegar as coisas e as pessoas, mas também quando isso acontece... Não que eu me torne uma pessoa grudenta, até porque para mim esse negócio de grudar é para cola ou chiclete. Eu gosto de estar presente, porém não aquele ser sufocador. Creio que muitos saibam do que estou falando.

Essa enrolação toda é para dizer que devido a essa dificuldade de me apegar, talvez por medo ou coisa do tipo, tenho mais dificuldade ainda em dar fim a história, por mais que eu saiba que ela já não anda bem das pernas.

Sei que é errado me prender ao que de certa forma já acabou. Mas às vezes você fica com aquela esperança de que tudo pode vir a mudar, e de vez em quando isso realmente acontece. Entretanto para que as coisas mudem é preciso que você tome uma atitude, coisa que nem sempre você está disposta a fazer ou não tem coragem para tal ato.

Coragem... É isso que penso faltar em mim. Coragem para dizer as coisas que sinto, que penso. Coragem para terminar as coisas que comecei e dar a cara para bater. Isso mesmo, coragem.

Quero muito aprender a colocar ponto final. Talvez eu até saiba como fazer isso, mas como disse, me falta algo. Quem sabe eu ainda esteja com esperança de que tudo mude e ao invés de acrescentar um ponto final eu acrescente uma reticências, uma vírgula ou até mesmo, quem sabe, simplesmente escreva CONTINUA.


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